Portugal: a recuperação de uma nova crise?

“Economia portuguesa supera as expectativas e cresce 2,2% em 2019” – Jornal O Público, 28 de fevereiro de 2020

“Economia portuguesa lidera crescimento na União Europeia no quarto trimestre de 2019” – www.portugal.gov.pt, 14 fevereiro de 2020.

 

Estas eram algumas das notícias que se podiam ler em algumas das manchetes das principais fontes de informação portuguesas. Após um trabalho reconhecido a nível nacional e internacional do então Ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, nada fazia prever que um vírus até então praticamente desconhecido viesse a alterar tão drasticamente o panorama social e económico nacional e internacional.

 

Contudo, e embora se espere que até final do ano a situação económica comece a mudar ao surgirem os primeiros sinais de recuperação económica, começando pelos EUA, Portugal deverá ter uma recuperação económica mais lenta e progressiva. Esta recuperação mais lenta é causada também pela dependência que o país tem sobre o setor do turismo, valor esse que não é verificado em grande parte dos restantes parceiros europeus.

Entre os 36 países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), por exemplo, Portugal é o que apresenta uma maior percentagem do PIB resultante do setor do Turismo, mais concretamente 12,5% em 2016, de acordo com os dados mais recentes compilados pela OCDE.

O presidente da CTP, Francisco Calheiros, afirmou que “a recuperação vai ser muito difícil e lenta e, para fazer face à atual situação em que as empresas do Turismo se encontram, são necessárias medidas, como por exemplo a reposição do lay-off simplificado, rapidez na execução das medidas do Programa de Estabilização Económica e Social e das medidas de capitalização das empresa e a garantia de que a ‘bazuca’ europeia chega às empresas e à economia real”.

“A pandemia veio trazer enormes dificuldades às empresas, que viram as suas receitas descer abruptamente e actualmente o risco do aumento do desemprego é elevadíssimo, com as empresas a fazerem um enorme esforço para garantir a sobrevivência”.

Para além deste facto, deverá ser referido que o eterno problema da falta de produtividade em Portugal, aliada ao facto de o défice público estar agravado (a União Europeia não vai consentir durante muito mais tempo que continue a resvalar) torna necessário controlar os gastos públicos, condicionando a recuperação portuguesa.

“Acho que [a recuperação económica portuguesa] vai ser lenta, porque nós temos aqui a erupção de um fator novo que também tem consequências económicas que é o medo”, afirmou António Costa Silva

Por isso mesmo, a GOE disponibiliza o aconselhamento necessário às empresas que necessitem de algum tipo de apoio no intuito de lhes fazer diminuir o gasto dos seus recursos económicos que se tornaram indispensáveis para garantir a contratação de recursos humanos, como também gastos referentes a medidas de prevenção e combate à covid-19, ou através de novos programas que ainda não estão formalizados mas que irão ser lançados brevemente, nomeadamente o programa SURE – um novo instrumento financeiro temporário para atenuar os riscos de desemprego numa situação de emergência, e assim completar os esforços nacionais de proteção do emprego.

A proposta, que tem como objetivo de apoiar patrões e proteger os trabalhadores, incluindo os que trabalham por conta própria, da perda do seu emprego ou dos rendimentos, integra um conjunto de medidas da UE para ajudar os Estados-Membros a enfrentar a pandemia de coronavírus.

Assim, cada vez mais as empresas portuguesas estão atentas aos apoios disponíveis e procuram toda a informação que necessitam pois, têm a noção que o tempo que se leva a recuperar tem impacto sobre a produção, sobre a produtividade e os hábitos de consumo a longo prazo.

Contacte-nos para um enquadramento gratuito: https://goe.com.pt/p2020/#contactos

 

Fontes:

https://tvi24.iol.pt/
www.portugal.gov.pt
www.publico.pt

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